Tango argentino

Junho 22, 2007

easybuenosairescitycom.jpg (imagem de www.easytangocity.com)

Mais do que uma dança, é uma forma de arte.

Talvez uma das mais primitivas, em que dois corpos se unem e complementam e no entanto quando a música acaba, se afastam em direcções opostas. É assim o tango argentino, sem poses complexas ou coreografias memorizadas. Não é a dança certinha das matinés de família: é a dança de rua ou de um cochicho mal-iluminado. É algo em bruto, que flui da alma, no nosso inconsciente mais profundo transformando-se em movimento e graça.

tangoiii.jpg

 Mas melhor que escrever sobre ele, é dançá-lo… deixo algumas sugestões:

– Carlos Matias (Vila Galé Ópera – Alcântara, Lisboa) – milongas às 6as feiras à noite (aulas durante a semana)

www.tangopabailar.com/ (workshop em Tavira, a ter lugar em Julho 2007)

http://www.juanygraciana.eu/lisboa.html (Clube Ferroviário – R. de Sta Apolónia, Lisboa)

http://www.tangoportugal.com/ale/ (Teatro A Barraca – Santos, Lisboa)

Podem também pesquisar o site da Casa da América Latina em Portugal para mais escolas de tango e outros ritmos latinos.


provérbio

Junho 8, 2007

 .

“Quem tem três e gasta quatro depressa esvazia o saco”

[UK]: He that has but four and spends five, has no need of a purse 

[ES]: Donde hay saca y nunca pon, presto se acaba el bolsón

[FR]: Qui gagne bien et bien dépend n’a besoin bourse pour son argent

in Dicionário de Provérbios da CONTEXTO


Jardim do Mundo

Junho 8, 2007

 O Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian está com actividades durante este mês e o próximo. Consultem em: http://www.gulbenkian.pt/agenda_detalhe.asp?ID=1077&calendario=yes&day=31&month=05&year=2007


Cascas de laranja iam-iam

Junho 8, 2007

Querem deitar o dente a algo doce, natural e fácil de fazer?

Depois de espremer o “néctar dos deuses” (private joke) de algumas laranjas e o beberem, podem aproveitar as cascas que ficaram: retirar a polpa que ficou e cortá-las em tiras com c. de 5mm de largura. Pô-las numa taça e cobrir com água que se muda todas as noites por 2 a 3 dias. Escorrê-las, secá-las e pesá-las. Pesar quase tanto de açucar e juntar 1/3 desse peso em água num tacho, em lume forte, mexendo sempre até se obter uma calda em ponto de cabelo (dica: o açucar tem que derreter na água antes de começar a fazer ponto! Ponto de cabelo: quando se levanta a colher da calda, esta forma um fio “de cabelo”). Nessa altura juntam-se as cascas e mexe-se bem até elas ficarem sequinhas. Deita-se sobre uma superficie fria (bancada) untada com um pouco de óleo vegetal e separam-se as cascas umas das outras. Deixa-se arrefecer e “arrancam-se” da mesa: guardam-se num recipiente fechado (para se manterem rijinhas). São excelentes para servir como digestivo após uma refeição ou com o café ou… a toda a hora!!!

Sugestão: adicionar uma pitada de canela pouco antes de deitar as cascas no tacho.


“Rai’s parta as avós” ou a emancipação da mulher

Junho 6, 2007

Hoje pus-me a pensar sobre a emancipação da mulher… As “pitas” de hoje em dia devem pensar “QUÉ?”. Vocês sabem, aquela cena das vossas avós e bisavós andarem para aí a queimar os soutiens, para poderem começar a usar mini-saia e votar… Se isto vos parece muito confuso, googlem o tópico. Continuando, pus-me a pensar sobre isso, pois dantes as grandes preocupações dos seres do sexo feminino, também dito fraco (não sei porquê, se elas aguentam mais dores que eles), eram – cronologicamente falando – arranjar dote, obedecer aos pais, manter-se virgem antes do casório, casar-se (e não ficar para tia), obedecer ao marido, ter filhos e usar preto depois de viúvas. Acessoriamente, e independentemente da sua posição social, tinham que cuidar da casa (antes e depois do casamento), cuidar do marido e educar os filhos. Se a figura masculina vigente (o pai, tutor ou marido) as deixassem, podiam até ter alguns estudos ou dedicarem-se a algum hobbie caridoso. É claro que sempre houve mulheres avant-garde, que assumiam controlo dos negócios da família (mesmo com a fachada do pai ou do marido) e quem nunca ouviu falar da Joana d’Arc? (nos dias que correm é melhor não teclar muito alto esta pergunta).

Temos que dar os parabéns às nossas antecessoras! Os homens deixaram-nas… ops, elas conquistaram o que queriam: o direito de votar (para agora se poderem abster de o fazer), o direito de estudar (hoje em dia, no ensino superior até em nº maior que os seres do sexo oposto), o direito de trabalhar, conduzir, ir tomar um copo, fumar, f****, you name it! E diabos me levem, até têm sucesso naquilo que fazem!

E então porque é que a média dos ordenados do sexo feminino é inferior à dos homens? Ou porque é que há tão poucas mulheres em lugares de chefia? Ai, ai… estou a distrair-me do meu propósito, que é o de verificar que as nossas avós fizeram com que hoje tenhamos muito mais liberdade mas também que nos arranjaram sarna para nos coçarmos. Ora vejam: na maior parte das famílias convencionais ainda há aquele mito de que certos trabalhos são de homem e outros são de mulher (apesar de os homens já se mexerem bastante em casa!). Quem nunca ouviu a piada da Maria que está na cozinha enquanto o Manel está sentadinho na sala a ver TV e a beber uma bejeca?

 

in Baby Blues da Bizâncio

Mas piadas à parte, a geração actual ainda tem preconceitos quanto às tarefas domésticas e, horror dos horrores, quem os incutiu foram… as mulheres: “ó filho, deixa lá a mesa, vai jogar consola que a avó arruma tudo” ou então “Ó nora, já passaste as camisas do teu marido?”. Já para não falar no facto de que se houver pelo menos uma mulher a viver numa casa com homens, se chega uma visita e encontra a casa menos própria (pó por limpar, roupa por arrumar, chão por aspirar, etc, etc) mesmo que seja inconscientemente, culpa a mulher por isso! Ela é sempre a responsável pelo bem-estar do lar. Até eu já sucumbi a esse pensamento infame: dou por mim a sair de casa de algum casal conhecido a pensar “Bolas, a fulana não sabe nada cuidar da casa/filhos”.

Não é que os homens não saibam fazer ou não queiram fazer tarefas domésticas ou de puericultura. Eles (quase) sempre tiveram uma mulher para lhes amparar a queda! E sendo assim, para quê tomar a iniciativa? Já que elas tratam tão bem de tudo, deixá-las. Já não basta elas terem que estudar, trabalhar, ir às compras, terem os filhos, tratarem deles, ainda têm que tratar da casa e da roupa, programar as compras, refeições, orçamento mensal, lembrar dos aniversários familiares, comprar as prendas, e sempre perfeitamente perfumadas, depiladas, maquilhadas e de cabelo composto não vá o homem ter a tentação de olhar para o lado.

Daí a quantidade de mulheres a cair para o lado com stress, depressões, calmantes ou simplesmente infelizes: além de terem que provar que conseguem ser tão boas ou melhor que os homens profissionalmente, ainda têm que chegar a casa fazer com que tudo brilhe!

As nossas avós deixaram-nos em herança não só a liberdade de podermos ser o que quisermos mas o dever de educarmos as gerações vindouras na partilha de tarefas e responsabilidades.


NOVIDADE!!

Junho 5, 2007

decidi acrescentar esta categoria para comentar sítios e dar dicas (quem não gosta de uma bela dica para melhorar os seus pratos?)

A dica de hoje é: Não COMAM NAS CANTINAS!!! (para quem já se esqueceu, o nome do blog é inépcias, meus amigos)


hemeroteca digital

Junho 5, 2007

do Gr. heméra, dia + théke, caixa, colecção

s. f.,

secção da biblioteca onde se arquivam jornais e publicações periódicas. (www.priberam.pt)

Faz hoje dois anos  e é a maior de Portugal… se isto não a faz merecer uma visita virtual, não sei o que fará!

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/