Indianices

images.jpgRecomendo. Para quem gosta de romances históricos: a história verídica de Anita Delgado, uma bailarina espanhola de tertúlia do final do séc. 19 que aos 17 anos deslumbrou um rajá indiano ao ponto de este a tornar na sua marâni (princesa). Este “rei”, senhor de Kapurthala mas educado na Europa, insiste em modernizar e ocidentalizar o seu estado sem perder todas as ancestrais tradições dos siques, a sua religião. Apaixonado pela juventude, beleza e forte personalidade de Anita, rapariga de ascendência humilde, decide moldá-la no seu ideal de esposa: uma companheira com quem poderia deslumbrar todos e partilhar responsabilidades advindes do seu cargo, algo que não era possível com as suas outras 4 esposas indianas, demasiado submissas e presas à zenana (correspondente ao gineceu da antiga Grécia).

Muito bem escrito, o autor Javier Moro leva-nos ao coração da quente Índia dos principados dominada por uma Inglaterra rígida e distante, mostrando-nos as diferenças diametrais entre o ocidente e o oriente numa história fascinante de intrigas, amizade e paixão.

A ler de uma ponta à outra sem parar!!!

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One Response to Indianices

  1. moyinha diz:

    Mais sobre Anita (Nov 2007): “Oito jóias que pertenceram a Anita Delgado (1890-1962), a espanhola que se casou com o marajá de Kapurthala e se tornou marani de seu principado com apenas 18 anos, serão leiloadas em 12 de dezembro pela sala Christie’s, de Londres.

    As previsões dos responsáveis da casa de leilões indicam que as jóias de estilo art déco de Anita, para quem seu marido construiu um palácio que imita o de Versalhes, serão vendidas por um valor superior a 200 mil libras (US$ 416 mil).

    “Estas jóias são um símbolo de um amor e um gosto transcultural: unem o esplêndido patrocínio indiano com o melhor artesanato e design europeus”, afirma Amin Jaffer, diretor de Arte Asiática da Christie’s.

    De família humilde, Anita Delgado era uma dançarina de flamenco de 16 anos quando conheceu por acaso o imponente Jagjit Singh, o marajá de Kapurthala, um riquíssimo indiano que, convidado ao casamento do rei Alfonso XIII, se apaixonou por ela quando a viu em Madrid.

    Oito décadas após sua morte, a vida de Anita é lembrada no livro “Uma Paixão Indiana”, do escritor espanhol Javier Moro, que relata como, após 18 anos de casamento, a andaluza deixou a Índia ao se apaixonar por um dos filhos do rajá. Os direitos do livro foram comprados pela actriz Penélope Cruz.

    Anita tinha aprendido a montar a cavalo, tocar piano, dançar, falar francês e inglês e se comportar como uma marani.

    O relacionamento terminou quando, durante uma visita a Londres em 1924, chegou aos ouvidos de seu esposo que ela tinha tido uma relação com seu enteado.

    Eles se divorciaram e ela voltou à Espanha, conservando sua nacionalidade indiana, uma pensão vitalícia, seu título de marani e todos os presentes e jóias que tinha recebido durante quase duas décadas de relacionamento.

    Entre as jóias estão as oito que serão leiloadas em Dezembro.

    Após a morte de Anita, as peças foram compradas de Ajit Singh, único filho do casamento com o marajá.

    O romance de Javier Moro gerou polêmica na Índia, onde Shatrujit Singh, herdeiro do actual marajá de Kapurthala, acusou o escritor de “ser um mentiroso” e de ter “humilhado a memória” de seu antepassado.

    “É um romance absolutamente sensacionalista, uma criação da imaginação mentalmente doentia do autor, que acrescentou escândalos à história para que o livro venda mais”, afirmou Singh.

    Um ano depois de os marajás de Kapurthala se mostrarem dispostos a iniciar uma guerra nos tribunais para impedir que Penélope Cruz leve ao cinema a vida de seus antepassados, a venda das jóias na Christie’s voltou a despertar o interesse do público pela vida de Anita.

    A peça mais valiosa do leilão é um colar, desenhado na Europa, com uma esmeralda, um diamante e um cristal de pedra pertencentes à colecção do marajá, um presente a sua esposa por ocasião de seu 19º aniversário.

    O colar, que anteriormente tinha sido um adorno do elefante favorito do marajá e que passou a ser uma das jóias mais apreciadas de sua quinta esposa, é avaliado em 100 mil libras. “

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