“nove” sete “desgraças” das new7wonders@Lx

Julho 8, 2007

1 – Esta não faz parte mas é linda: então o Sr. Rui Veloso “Eu-não-visto-fatinho-nem-que-me-paguem” a meio da actuação com o Camané, vira-se para a camara e com uma mão aponta para o auricular e encolhe os ombros em estupefacção??

2 – O teleponto minúsculo dos apresentadores (também já notado durante as 7 maravilhas portuguesas devido aos cantores não saberem a letra das canções uns dos outros e andarem a semi-cerrar os olhos para ler melhor) / ausência de óculos do Ben Kingsley: efeito de olhos cerrados do apresentador o que lhe dá o direito de doravante nos referirmos a ele, carinhosamente, como o “cegueta”

3 – Desfazamento entre os vídeos dos candidatos e o discurso dos apresentadores (na de Portugal e na do Mundo)

4 – Os assistentes de produção que davam as instruções pelos auriculares: então não sabiam avisar o “cegueta” que o representante das Nações Unidas ainda não tinha chegado antes de ele o anunciar ao Estádio da Luz????

5 – O péeeeeeeeeeeeeeeeeessimo playback do José Carreras, que mostrou ser um óptimo ventríloquo além cantor

6 – A falta de chá do Joaquin “cortes”, que decidiu não dançar e mostrar a sua outra faceta: tocar jambé

7 – Chaka Khan como personagem do “Lost”, as in totally lost in “What a wonderfull world”

“Traque Bonus” – Os comentadores portugueses, que além de parecerem estar proibidos de comentar os deslizes da produção 3ª-mundista (concerteza com medo de despedimento eminente) ainda tentavam disfarçar com apartes ineptos…

As coisas boas:

1- JLo: Espectacolher!Fabulástico! Uma Senhora com S grande! Ela dá o significado à palavra Entertainer

2- A iniciativa, que moveu todo o mundo à sua volta: e uma salva de palmas para a nova votação aberta a partir de amanhã: As 7 maravilhas da Natureza. Um aplauso especial para o senhor alcaide do Perú: castiço!

3- Os fantásticos bailarinos, cantores e músicos menos conhecidos que actuaram durante o espectáculo.

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para pensar…

Julho 4, 2007

Era uma vez uma velhinha tão boazinha, tão boazinha que quando morreu foi direitinha para o Céu e quando ia a passar pelos portões começou a flutuar e S. Pedro gritou-lhe: Depressa D. Maria! Diga MERDA senão entra em órbita!!!

Daqui podemos concluir que, ser bonzinho demais também não compensa!

(Este post não foi patrocinado pela Red Bull)


provérbio

Junho 8, 2007

 .

“Quem tem três e gasta quatro depressa esvazia o saco”

[UK]: He that has but four and spends five, has no need of a purse 

[ES]: Donde hay saca y nunca pon, presto se acaba el bolsón

[FR]: Qui gagne bien et bien dépend n’a besoin bourse pour son argent

in Dicionário de Provérbios da CONTEXTO


“Rai’s parta as avós” ou a emancipação da mulher

Junho 6, 2007

Hoje pus-me a pensar sobre a emancipação da mulher… As “pitas” de hoje em dia devem pensar “QUÉ?”. Vocês sabem, aquela cena das vossas avós e bisavós andarem para aí a queimar os soutiens, para poderem começar a usar mini-saia e votar… Se isto vos parece muito confuso, googlem o tópico. Continuando, pus-me a pensar sobre isso, pois dantes as grandes preocupações dos seres do sexo feminino, também dito fraco (não sei porquê, se elas aguentam mais dores que eles), eram – cronologicamente falando – arranjar dote, obedecer aos pais, manter-se virgem antes do casório, casar-se (e não ficar para tia), obedecer ao marido, ter filhos e usar preto depois de viúvas. Acessoriamente, e independentemente da sua posição social, tinham que cuidar da casa (antes e depois do casamento), cuidar do marido e educar os filhos. Se a figura masculina vigente (o pai, tutor ou marido) as deixassem, podiam até ter alguns estudos ou dedicarem-se a algum hobbie caridoso. É claro que sempre houve mulheres avant-garde, que assumiam controlo dos negócios da família (mesmo com a fachada do pai ou do marido) e quem nunca ouviu falar da Joana d’Arc? (nos dias que correm é melhor não teclar muito alto esta pergunta).

Temos que dar os parabéns às nossas antecessoras! Os homens deixaram-nas… ops, elas conquistaram o que queriam: o direito de votar (para agora se poderem abster de o fazer), o direito de estudar (hoje em dia, no ensino superior até em nº maior que os seres do sexo oposto), o direito de trabalhar, conduzir, ir tomar um copo, fumar, f****, you name it! E diabos me levem, até têm sucesso naquilo que fazem!

E então porque é que a média dos ordenados do sexo feminino é inferior à dos homens? Ou porque é que há tão poucas mulheres em lugares de chefia? Ai, ai… estou a distrair-me do meu propósito, que é o de verificar que as nossas avós fizeram com que hoje tenhamos muito mais liberdade mas também que nos arranjaram sarna para nos coçarmos. Ora vejam: na maior parte das famílias convencionais ainda há aquele mito de que certos trabalhos são de homem e outros são de mulher (apesar de os homens já se mexerem bastante em casa!). Quem nunca ouviu a piada da Maria que está na cozinha enquanto o Manel está sentadinho na sala a ver TV e a beber uma bejeca?

 

in Baby Blues da Bizâncio

Mas piadas à parte, a geração actual ainda tem preconceitos quanto às tarefas domésticas e, horror dos horrores, quem os incutiu foram… as mulheres: “ó filho, deixa lá a mesa, vai jogar consola que a avó arruma tudo” ou então “Ó nora, já passaste as camisas do teu marido?”. Já para não falar no facto de que se houver pelo menos uma mulher a viver numa casa com homens, se chega uma visita e encontra a casa menos própria (pó por limpar, roupa por arrumar, chão por aspirar, etc, etc) mesmo que seja inconscientemente, culpa a mulher por isso! Ela é sempre a responsável pelo bem-estar do lar. Até eu já sucumbi a esse pensamento infame: dou por mim a sair de casa de algum casal conhecido a pensar “Bolas, a fulana não sabe nada cuidar da casa/filhos”.

Não é que os homens não saibam fazer ou não queiram fazer tarefas domésticas ou de puericultura. Eles (quase) sempre tiveram uma mulher para lhes amparar a queda! E sendo assim, para quê tomar a iniciativa? Já que elas tratam tão bem de tudo, deixá-las. Já não basta elas terem que estudar, trabalhar, ir às compras, terem os filhos, tratarem deles, ainda têm que tratar da casa e da roupa, programar as compras, refeições, orçamento mensal, lembrar dos aniversários familiares, comprar as prendas, e sempre perfeitamente perfumadas, depiladas, maquilhadas e de cabelo composto não vá o homem ter a tentação de olhar para o lado.

Daí a quantidade de mulheres a cair para o lado com stress, depressões, calmantes ou simplesmente infelizes: além de terem que provar que conseguem ser tão boas ou melhor que os homens profissionalmente, ainda têm que chegar a casa fazer com que tudo brilhe!

As nossas avós deixaram-nos em herança não só a liberdade de podermos ser o que quisermos mas o dever de educarmos as gerações vindouras na partilha de tarefas e responsabilidades.